Como funciona
Para viver em Portugal com o visto D7 ou D8, tem de comprovar «meios de subsistência» — rendimento estável e regular suficiente para si e para a sua família. O valor de referência é o salário mínimo nacional (RMMG), 920 € em 2026. O D7 pede 100% desse valor para o requerente; o D8, o visto de nómada digital, pede 4× (a média dos últimos três meses). A cada membro da família soma-se +50% por adulto e +30% por filho, segundo a Portaria n.º 1563/2007. Esta ferramenta calcula o requisito do seu agregado e a reserva de poupança que os consulados costumam pedir.
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Escolha o visto
O D7 é para quem vive de rendimento passivo (pensões, rendas, dividendos); o D8 é o visto de nómada digital, para quem trabalha à distância para clientes ou empregador fora de Portugal. Só muda o limiar do requerente principal — a família soma da mesma forma.
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Base do requerente principal
No D7, o requerente comprova 100% do salário mínimo (RMMG): 920 € em 2026. No D8, comprova quatro vezes esse valor — 3.680 € — pela média dos rendimentos dos últimos três meses. O valor de referência é a RMMG e pode editá-lo abaixo se mudar.
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Acréscimos por família
A Portaria n.º 1563/2007 fixa a escala por pessoa: +50% do salário mínimo por cada adulto adicional e +30% por cada criança (com menos de 18 anos ou filho maior a cargo). Estes acréscimos são sobre uma RMMG, não sobre a base do requerente.
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Anual e poupança
O visto de residência exige meios assegurados por um período não inferior a 12 meses (Portaria n.º 1563/2007). Na prática, os consulados pedem para ver cerca de 12× o valor mensal numa conta bancária em Portugal — o que tratamos como reserva sugerida, não como lei.
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Compare com o seu rendimento
Introduza o seu rendimento mensal e a ferramenta diz se cobre o limiar do seu agregado, com a folga ou o défice. A decisão final é sempre do consulado e da AIMA, que têm margem de apreciação.
Perguntas frequentes
Quanto rendimento a mais preciso por cônjuge e por filho?
A regra está na Portaria n.º 1563/2007: primeiro adulto 100% do salário mínimo, cada adulto adicional +50% e cada criança (menor de 18 anos ou filho maior a cargo) +30%. Com a RMMG de 2026 (920 €), o cônjuge acrescenta 460 €/mês e cada filho 276 €/mês. No D7, o requerente conta como 920 €; no D8, conta como 3.680 € (4× RMMG), mas os acréscimos do cônjuge e dos filhos continuam a ser 50% e 30% de uma RMMG.
Quanta poupança para uma família de três?
Some-se o requisito mensal e multiplique-se por 12, porque o visto de residência exige meios assegurados por pelo menos 12 meses. Uma família de três (dois adultos + um filho) no D8 precisa de 3.680 + 460 + 276 = 4.416 €/mês, ou seja cerca de 52.992 € para o ano — o valor que muitos consulados gostam de ver numa conta em Portugal. No D7, a mesma família precisa de 1.656 €/mês (≈ 19.872 €/ano). A poupança não substitui o rendimento; funciona como reserva que mostra que os meios estão garantidos.
O meu rendimento está um pouco abaixo do limiar do D8. A poupança compensa?
Oficialmente o rendimento é o requisito, e a poupança é um complemento, não um substituto: a lista de documentos pede a média dos últimos três meses igual ou superior a 4× o salário mínimo. Dito isto, os consulados têm margem de apreciação e uma poupança forte (por exemplo, mais de 12 meses cobertos) pode ajudar um caso que fique mesmo à beira do limiar. Não conte com isso como garantia — se possível, chegue ao limiar de rendimento antes de submeter.
No D7, o que conta mais: rendimento ou poupança?
O D7 assenta no rendimento passivo regular — pensão, rendas, dividendos — que deve rondar o salário mínimo (920 € para o requerente em 2026), mais os acréscimos da família. A poupança serve para provar que os meios estão assegurados por 12 meses e dá conforto ao consulado, mas o coração do processo é o fluxo de rendimento estável. Quem tem muita poupança mas pouco rendimento regular costuma ter mais dificuldade no D7 do que quem tem o inverso.
Preciso de NIF e de conta bancária em Portugal?
Na prática, sim. O NIF (número de identificação fiscal) é o primeiro passo para quase tudo — abrir conta, arrendar, contratar serviços — e pode obtê-lo antes de se mudar, muitas vezes através de um representante. A conta bancária portuguesa é onde os consulados normalmente querem ver a poupança e os meios de subsistência; não é uma exigência escrita para todos os postos, mas é a forma mais simples de comprovar meios disponíveis em Portugal. Consegue abrir os dois antes de entregar o processo.
Sou brasileiro (ou de outro país da CPLP). Tenho de comprovar meios?
Pode haver dispensa. Ao abrigo do Acordo de Mobilidade da CPLP, os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa podem ser dispensados de apresentar meios de subsistência e título de transporte de regresso, mediante um termo de responsabilidade subscrito por uma entidade de acolhimento ou por um cidadão habilitado em Portugal. Ainda assim, no D8 costuma pedir-se prova de rendimento remoto; confirme sempre a lista exata no consulado onde entrega o processo.
AVISO
Simulação informativa, não é aconselhamento jurídico. Os valores baseiam-se na Portaria n.º 1563/2007 e no salário mínimo de 2026 (920 €); o limiar de 4× RMMG do D8 e a poupança de ~12 meses refletem a prática dos consulados e da AIMA, que têm margem de apreciação e podem pedir mais. As exigências e os documentos variam de consulado para consulado e o salário mínimo muda quase todos os anos em janeiro, alterando estes valores. Confirme sempre a lista atual no consulado onde vai entregar o processo ou junto da AIMA.